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domingo, 14 de agosto de 2016

Quando a arte não nos diz nada, o que fazer?


A arte veio para confundir, não para compactuar com padrões! Foto: Reprodução


Não que queira parecer arrogante ou algo do gênero, mas - e esse dom pode ser desenvolvido por qualquer pessoa, sobre qualquer assunto que passe a frequentar assiduamente nossa rotina -, sou uma ótima curadora de arte. Esqueça Picassos e afins, falo de arte no geral e não apenas as plásticas! 

Só pelo resumo da narrativa, pelo discurso do artista, pelo trailer do filme, as primeiras notas da música ou o olhar do ator, tenho a capacidade extracorpórea de captar se um produto artístico vale o ingresso, o deslocamento e o tempo dedicado. Nos últimos tempos tenho me felicitado com um tapinha imaginário nas costas e um sorriso maroto no rosto a cada vez que consumo (no sentido mais digestivo do que comercial da palavra) uma produção artística. "Eu sabia que era bom!", é a certeza que meu apurado olhar de curadora de arte ainda está intacto. Ou o contrário: "Eu sabia que não valia a pena e não vale!" ou porque é melhor esperar ser disponibilizado na TV, ou porque é ruim ou porque não é meu estilo! Ambas as sensações são ótimas e me fazem querer continuar consumindo arte cada vez mais. 


"O Homem do Destino" Foto: Divulgação

Até que ... puf ... nada! Não amei, não odiei, não achei ok, não senti NADA! Depois de ver "Julieta", mais recente filme dirigido pelo aclamado cineasta espanhol Pedro Almodóvar e "O Homem do Destino", texto do prestigiado dramaturgo inglês Bernard Shaw, no 14 de Julho último, tive, com menos de uma semana de distância entre um evento e outro, a mesma sensação: NADA!!

Ao final, e depois refletindo muito sobre as obras, pensei: "Qual a utilidade destas obras para a humanidade?"! E, conversando com amigos sobre essa estranha sensação, tive a oportunidade de pensar melhor no assunto. São duas obras de arte com A maiúsculo. Aquelas produções que ninguém ousa dizer que não gostou para não passar por louco nem por ignorante. São obras que você ama mesmo antes de ver. Será? Cogitei duas possibilidades:

  1. O problema sou eu. Ando numa fase introspectiva demais, meio bodeada do mundo e, essa sensação ruim me contaminou e me fez não sentir NADA pelas obras;
  2. As produções são vazias e ponto. Os atores são ótimos, o cenário é lindo, o texto é impecável, a direção é fenomenal, o assunto é relevante, mas ao juntar tudo isso vemos apenas mais do mesmo; palavras, ações e imagens desconexas unidas por um fio que se rompe sob o olhar não viciado do espectador.

Almodóvar e suas Julietas! Foto: DIvulgação


Para obter a resposta que perseguia, se 1 ou 2, tive que esperar mais uma semana até ter a oportunidade de ver outra obra. E vi! Um filme comum dos EUA, "Perfeita é a mãe", uma comédia simples com Mila Kunis sobre a pressão e opressão de ser uma mãe contemporânea. E eu AMEI!! Não fosse o embargo de divulgação sobre o longa que tive que concordar antes de ver a produção (e que já tem post no AIMD, passada a quarentena, clique aqui), teria publicado um post quilométrico sobre o que vi na sala escura do Reserva Cultural em SP, nos 130 minutos exibidos em uma primeira pré-estreia para a imprensa.

AMEI!! Pensei: "simples, despretensioso, bem feito e com relevância para o mundo!". Ok, muita gente vai ler essas palavras e pensar: "Ficou louca de vez! Dizer que uma produção qualquer de Hollywood é melhor que uma obra-prima de Almodóvar?!" 


"Perfeita É A Mãe!" surpreende pela ironia e sagacidade. Foto: Divulgação

Mas é assim, a gente se acostuma com tudo na vida, até com aplaudir sem gostar; aplaudir de pé e encher a boca de elogios só porque é isso que esperam que façamos para tal e tal produtores de arte. A gente se acostuma a coisa muito pior na vida, isso não é nada; mas deveria ser! Arte é assunto sério, quando viramos um coelhinho da Duracell (se não entende a referência, o Google tá aí pra isso! Kkk) e aplaudimos até a bateria acabar e, em seguida, repomos a pilha gasta por uma novinha em folha e continuamos aplaudindo, corremos o risco de passarmos pela vida apenas como um corpo que flui, sem pensamento crítico, sem contestar, sem mudar, sem pensar, sem viver! 

Não é o objetivo deste post ser o bastião da vida ideal, antes, a proposta é fazer um alerta para tudo que fazemos porque sempre fizemos assim, porque todo mundo faz assim, porque é assim, porque nunca pensamos no "porquê". Se incomoda, é preciso prestar atenção. 


Nem precisa de legenda...


PS: não leve em consideração apenas minha opinião, tenha a sua bebendo da fonte; se puder veja os filmes e a peça citados neste post e reflita se para você o que o AIMD diz faz sentido ou não. Não há certo nem errado, o que há são pausas de reflexão, exerça a sua! 

Esta é mais uma produção original de A Isaura Me Disse! Comunicações com o objetivo de aumentar o empoderamento feminino e discutir questões de comportamento humano na sociedade contemporânea.

Nos siga também pelo Instagram @monicadinahs ou pelo braço político do AIMD no Twitter @AIsauraMeDisse


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

"Perfeita E a Mãe" é um manifesto feminista contra a opressão da maternidade em plena Hollywood!!

                                     


Ser mãe é padecer no paraíso!
Ser mãe é um estado natural de toda mulher!
Ser mãe é uma resposta ao tic tac do relógio biológico da mulher!
Ser mãe é viver a completude feminina!

Como diz o ditado: quando a esmola é muita, o santo desconfia! Ser mãe nunca foi fácil, depois da revolução feminina, a tomada do mercado de trabalho e a emancipação da mulher, ser mãe se tornou mais uma obrigação do dia a dia da mulher do que um prazer! 

Até o final do século XX, a mulher acumulava "ous"; a partir do século XXI, a alternativa deu lugar aos "es": ou trabalha, ou é dona de casa, ou é solteira passou a ser e trabalha, e é mãe, e é casada e cuida da casa! Não há super-heroína que aguente tanta pressão e opressão sem pirar, explodir e se rebelar.

Desde a vida corrida e idílica da mãe contemporânea, passando pelo momento de explosão, negação e rebeldia, até uma virada no discurso de super mãe moderna é o que o público acompanha em "Perfeita É Mãe" (Bad Mons), dirigido por Jon Lucas e Scott Morre, que também escreveram o roteiro e contam com a trilogia "Se Beber,Não Case" no currículo. Com Mila Kunis no papel de Amy Mitchell, a mãe Che Guevara da dita maternidade perfeita do século XXI, com direito até uma pitada de crítica à tão adorada e perfeita (?) geração milênio (jovens que ainda não completaram 30 anos mas, supostamente, dominam o mundo com maestria e o  auxílio indispensável da tecnologia).

Com Mila Kunis ao centro, as mães Kiki (Kristen Bell) e Carla (Kathryn Hahn) selam um pacto para serem Mães Ruins! Foto: Divulgação

A narrativa do filme tem todos os elementos daqueles filmes da Disney sobre adolescentes sofrendo e fazendo sofrer em pleno High School dos Estados Unidos: o trio de malvadas (Chistina Applegate como a chefona malvada e loira, Jada Pinkett Smith no papel da justa pau mandada e a burra), o galã inatingível, objeto de desejo da loira malvada, mas que se apaixona pela novata estranha que acaba se juntando aos excluídos do pedaço para fazer justiça e construir uma amizade sincera e verdadeira! Tão S3! Falemos sério, é tão Disney, mas, ao mesmo, tempo, tão vida real adulta e responsável! 

As três malvadas bem ao estilo High School da Disney Foto: Divulgação

O melhor de tudo, o filme aborda um assunto super sério e mega em voga nas discussões de mulheres pelo mundo todo, - sejam mães ou não, feministas assumidas, simpatizantes ou em negação -, de forma irônica! Não digo apenas engraçada, do tipo comédia besteirol, digo ironia da boa, daquelas que nos faz refletir sobre assuntos polêmicos por meio de jogos de palavras e situações que parecem cômicas, mas só rimos porque chorar vai borrar a maquiagem!





Uma mulher não nasce com instinto maternal, muito menos se sente incompleta se não se tornar mãe. Ter filhos não é a maior dádiva do Universo e nenhuma mãe vem de fábrica com o manual da mãe perfeita. Assim como os pais, as mães não nascem sabendo e não têm um dom natural para trocar fraldas, limpar a casa, preparar as refeições, mimar filhos e marido, ser sexy e ótima profissional.

Como todo ser humano, a mulher tem limites e, ser mãe é um limite muito claro! A culpa e a dor por não ser A mãe perfeita deixam muitas mulheres infelizes e deprimidas, com a sensação de que falharam em algum momento! Os pais raramente passam por essa questão, simplesmente porque a maternidade é supervalorizada em nossa sociedade!


A distância física e comportamental entre mulheres e homens, mães e pais Foto: Divulgação

Ser mãe ou ser pai é a mesma coisa, ou bem, deveria ser, afinal, seja por inseminação artificial, adoção, barriga de aluguel, ou métodos primitivos; seja o casal hetero, homo, ou mesmo em produções ditas independentes; se uma criança vem ao mundo é porque um espermatozoide fecundou um óvulo, logo, sem um homem e uma mulher, não existe bebê! 

Os títulos, da versão original - Bad Mons (Mães Ruins) -, como daquela nacional, - Perfeita É A Mãe!, captam muito bem o tom da discussão sobre o assunto! Mães podem ser ruins, malvadas, imperfeitas, porque, afinal, são seres humanos! O trocadilho em português com a expressão "é a mãe" permite abordar em três palavras todo o resumo do filme: de perfeita só existe a mãe, mas a mãe não é perfeita, então, Perfeita é a mãe!!!!!!!!!! 📢


Esta é mais uma produção original de A Isaura Me Disse! Comunicações com o objetivo de aumentar o empoderamento feminino e discutir questões de comportamento humano na sociedade contemporânea.

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sábado, 23 de julho de 2016

Diga Sim no Terraço Itália com Tradição e Modernidade!



Essa semana foi dia do A Isaura Me Disse! dizer sim no Terraço Itália! Não se empolguem, não vou falar do meu casamento hahaha, mas sim do 2º Diga Sim no Terraço Itália, evento que mostra as novidades e produtos do tradicional endereço localizado no topo do edifício Itália em São Paulo, de seus fornecedores e parceiros para a realização da boda inesquecível.

Leia o post e veja o vídeo com a cobertura do evento: um complementa o outro! Dê play!



O mercado de casamentos vai muito bem, obrigada e, a cada ano, mais e mais novidades despontam no horizonte dos noivos. Desde recepções mais intimistas até mega produções. No caso do evento do Terraço Itália, a ideia era mostrar o serviço, instalações, buffet, vestidos de noiva e estrutura para um mini wedding com estilo, elegância e um providencial toque de modernidade na tradição.

Cada vez mais casais jovens optam por realizar casamentos sem abrir mão da cerimônia (seja ela religiosa ou não) e da festa. O tradicional nunca esteve tão em alta, porém, o toque de modernidade deixa qualquer produção mais atraente para quem quer a elegância do velhos tempos com as facilidades da atualidade, sobretudo tecnológicas.

Quando a lista de convidados está mais recheada de amigos dos noivos do que dos pais e a festa é paga pelos pombinhos, é natural que a pegada do evento siga mais o estilo do casal e de seus amigos do que a vontade dos pais. Por isso mesmo, as festas atuais contam com várias opções para entreter os convidados que não se contentam somente em ficar sentados esperando pela hora da dança dos noivos, o jantar, o corte do bolo e partiu dormir cedo!

Nesse ponto, a segunda edição do Diga Sim no Terraço Itália acertou em cheio. Modernidade com um toque vintage, essa foi a sensação que o AIMD teve da proposta do mini wedding apresentada. Cabine de fotos com pegada retrô da equipe do InstaPhoto mas que podem ser compartilhadas imediatamente nas redes e impressas no local para que a recordação fique bem palpável. Mais novo milênio, impossível!

Espaço para tirar fotos à moda antiga mas com compartilhamento nas redes sociais Foto: Monica Dinah/AIMD


No Piano Bar, ao olhar pela janela, os convidados tem a visão 360º do Terraço com vista para uma São Paulo de luzes românticas, calma e delicada. Com o clima de amor no ar, um DJ comandava as pickups, garçons serviam champanhe, vinho, água, mas, claro, coquetéis coloridos, afinal, estamos falando de tradicional com um twist contemporâneo.


Piano Bar do Terraço Itália Foto: Mario Lima


Na hora do jantar, a Sala São Paulo abrigou os convidados com a decoração que mantinha o tradicional com a presença do atual: suplats e seguradores de guardanapo de papel, o que quebra a sisudez de uma proposta de mesa posta comme il faut sem perder a elegância.

Sala São Paulo do Terraço Itália e palco do desfile e jantar do Diga Sim Foto: Mario Lima


O DJ deu lugar a um quarteto de cordas da Groove Guys. Mas, cadê o moderno? Nas músicas! Hits atualíssimos do pop internacional mesclados com clássicos que todos os casamentos precisam ter. Um ambiente dos sonhos que permite o bate-papo descontraído entre amigos enquanto se deliciam com o jantar assinado pelo renomado chef da casa Pasquale Mancini.

Um menu tradicional, porém, empratado com o olhar da gastronomia moderna: muitas desconstruções, camadas, reduções e composições que deixam claro que o clima pode parecer tradicional, mas temos à disposição o melhor que o contemporâneo pode nos oferecer.

Se ainda não deu play no vídeo do início deste Post, corre lá pra ver do que AIMD está falando.

Menu

Menu by chef Pasquale Mancini no Diga Sim


Os convidados puderam degustar o antipasti (entrada) de mille foglie di prosciutto di parma (mil folhas de presento de Parma com rúcula, figo e lascas de parmesão), primo piatto (prato principal) filetto di manzo con brie in salsa di funghi e risotto di verdure (filé mignon recheado com brie ao molho de funghi e risoto de vegetais) e dolce (sobremesa) delizie di cioccolato (torta fiorentina e semifredo de chocolate com calda de morangos flambados). O savoir-faire da antiga Europa em território brasileiro, a perfeita combinação do antigo com o moderno!

Desfile de noiva

Os seis modelos de vestidos de noiva de Patricia Granha/Jardim Secreto para o Diga Sim Foto: Mario Lima


Mas, nenhum sim fica completo sem a cereja do bolo: o vestido da noiva. A coleção exclusiva do Jardim Secreto by Patricia Granha não perde a linha melódica desta boda tradicionalmente moderna. A flor única e o um buquê desconstruído com apenas três rosas vermelhas, mais em alta, impossível, detalhes que só reforçam o jogo do novo com o antigo. 

Os seis modelos apresentados iam do midi decotado ao longo com véu passando pelo túnica, sereia, rendados, transparência, mangas, detalhes em cor e fluidez. Além dos acessórios de cabelo e maquiagem nada que é tudo dando realce e brilho mais ao olhar e às maçãs do rosto. A noiva moderna, antenada com o que há de mais novo nas tendências para casamentos, sem perder o romance e elegância que a cerimônia pedem.

Final

Mesa de doces Foto: Mario Lima


A mesa de doces, que não pode faltar em uma recepção de casamento, assinada pela Petite Fabrique apresentou doces tradicionais como macarronada, bolos de figo e frutas vermelhas, entre outros em uma mesa de madeira escura mas com iluminação e décor modernos. Do começo ao fim provando que é possível, sim, manter o clássico nos dias atuais.

Mesa completa de doces Foto: Mario Lima


As novas tendências para casamentos mostram que o evento não precisa ser exótico ou super temático para quem prefere um ar mais descontraído à cerimônia sem abrir mão do tradicional. Com as releituras adequadas, a festa se mantém clássica com a ajuda dos elementos e da tecnologia atual, afinal, manter viva as tradições do passado é uma delícia, mas poder contar com as facilidade do presente, é melhor ainda!

Como a tecnologia está sempre presente, se quiser procurar pelas mídias sociais mais sobre o evento, use a hashtag #digasimnoterraco .

Em tempo

O A Isaura Me Disse! também esteve presente na primeira edição do Diga Sim no Terraço Itália, para conferir a cobertura, clique aqui.


Esta é mais uma produção original de A Isaura Me Disse! Comunicações com o objetivo de aumentar o empoderamento feminino e discutir questões de comportamento humano na sociedade contemporânea.

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

"Raça" - Estreia no cinema



Sabe quando você quer muito uma coisa, mas todo mundo diz que não pode, não deve, não é permitido, que é contra as normas sociais, mas mesmo assim, o que você quer é maior do que todos os empecilhos e você segue em frente,- com medo, ansiedade, receio -, mas segue? Então, essa é a força por trás de "Raça", filme de Stephen Hopkins que estreia essa semana no Brasil.

O longa conta a história do atleta norte-americano Jesse Owens (Stephan James) recordista mundial em atletismo. Esse não é o ponto principal da narrativa. Além de quebrar recordes e ser um dos homens mais rápidos do mundo, era negro, pobre e venceu as quatro medalhas de ouro olímpico em plena Berlim nazista.



Para Adolf Hitler e seu séquito, negros e judeus não eram considerados seres humanos, não que nos Estados Unidos e outras partes do mundo o preconceito não fosse o mesmo, mas na Alemanha nazista, o racismo e antissemitismo eram levados muito a sério.

Jesse e seu treinador na Faculdade de Ohio


Proibidos de participarem das Olimpíadas de Berlim, em 1936, os negros e judeus viram sua sorte mudar graças a acordos financeiros, para não dizer propinas grossas. Em troca de construir a embaixada da Alemanha em Washignton (EUA), Avery Brundage (Jeremy Irons), maior empreiteiro da terra do Tio Sam, convence o comitê olímpico a não boicotar o evento alemão. Pois é, a sociedade perfeita, como parece ser corriqueiro em sua trajetória, sempre arruma um jeito de lucrar com a desgraça alheia.




Superadas as dificuldades para, - mesmo sendo pobre, ir para a faculdade e se dedicar aos treinos no atletismo graças a ajuda de seu treinador Larry Snyder (Jason Sudeikis) -, vencer o racismo dos colegas e do país, Jesse se vê frente a uma grande decisão: ir ou não para as Olimpíadas de Berlim de 1936. Ok, para quem conhece a História, sabe que um atleta negro venceu o ariano puro e perfeito em plena Berlim nazista colocando em xeque a tese de superioridade branca e não judaica de Hitler.

Avery Brubage cumprimenta o campeão olímpico Jesse Owen

"Eu tive treinadores, professores, diretores e produtores em minha vida, que desempenharam o mesmo papel que Snyder exerceu na de Owen, mas os laços que esses dois homens criaram é muito bonito, especialmente para a época, sendo um atleta negro e um treinador branco", comentou Jason Sudeikis sobre as personagens do filme 

Mesmo assim, a trama do filme é tão bem articulada que a gente fica com um frio na barriga com medo de que Jesse ouça os apelos da Associação dos Atletas Negros e boicote as Olimpíadas. Seu medo é normal: se não vencer, vai corroborar com a ideia de inferioridade racial?




Lembro de ter estudado as técnicas nazistas de marketing, as maldades de Joseph Goebbels, o filme da cineasta Leni Riefenstahl, mas não lembrava da história todo com detalhes. É nisso que o filme é interessante, nos detalhes sobre cada centímetro e milésimo de segundo conquistado contra o racismo, a desigualdade, a opressão.

A cineasta nazista Leni Riefenstahl

Hitler não se deu ao trabalho de cumprimentar Jesse por ele ser negro, muito menos o complexado Goebbels, que vê suas ordens serem desrespeitadas por Riefenstahl que filma para o mundo a superioridade negra sobre os arianos. Mesmo com estas conquistas, os judeus foram excluídos da competição com a ajuda do empreiteiro do Tio Sam e, após as Olimpíadas, Hitler invade a Polônia e decreta a segunda guerra mundial, mas já é um começo.

Jesse Owens em ação


Um começo, porque de volta aos EUA, Jesse e a esposa são proibidos de entrarem pela porta da frente do hotel no qual um jantar em sua homenagem estava sendo organizado pelo fato de negros só poderem entrar pela porta dos fundos. Então, Hitler era louco, era, mas seu séquito de fãs e apoiadores reverberava para além das fronteiras alemãs. Como, infelizmente, reverbera até hoje, mesmo no Brasil, super racista, preconceituoso, conservador, sexista, que ainda muitos insistem na balela de que este país é pacífico e passa longe do racismo uma vez que seu povo é fruto de miscigenação. Ah tá, senta lá, Claudia! 

A tecnologia evolui, assim como a mesquinêz do ser humano!

Raça (Race, Canadá/2016)
Estreia no Brasil: 23 de Junho de 2016

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mais cor nos dias frios, por favor!


Desfile Gucci Outono 2016

Sou aquele tipo de pessoa que não se espantou em nada com a novidade do color blocking (bloco de cor) no vestuário porque sou praticamente uma pantone ambulante.

Desde sempre cores e estampas fazem parte do meu guarda-roupa e sempre chamei atenção por causa disso! Exótica, meio artista e estranha são adjetivos que normalmente são associados a minha descrição.





Color blocking clássico e poderoso ou
delicado e pontual


O meu choque, a minha dor e revolta fashion sempre se exaspera com a aproximação do inverno. Mal os termômetros começam a apontar dias mais frios e aquele aluvião de roupas pretas e marrons começa a despontar no horizonte.

Não importa o número do seu manequim,
cores e estampas combinam com todos

Usar looks coloridos e estampados não é
exclusivo para mulheres

Fico super encucada com esse clima de funeral coletivo. Parece até uniforme. Sei que muitas pessoas são adeptas do look básico mesmo no verão; outras tantas acham que cores não combinam com dias frios e aquelas que têm medo de ousar e acabam recorrendo ao preto, marrom e, quando querem variar, cinza.



Se for para usar preto, branco e cinza, que
seja com um toque de estilo

Para me ver em um total look preto é preciso ter sorte! Deixo essa opção para ginástica e pedalada em dias frios porque, sobretudo a camiseta na cor preta, por absorver calor, não ajuda muito a recuperar o fôlego gasto nos exercícios. No dia a dia, só se for para deixar um casaco, sapato ou bolsa baphônico brilhar sozinho no look, ou seja, no final, tem alguma cor berrante ou estampa chamativa envolvida.



EU! Total look preto por causa do casaco
animal print e botinha vermelha, cor, sempre
     

Até a rainha do total look preto Kim
Kardashian usa meu truque de estilo
com casaco colorido e estampado

Vivemos em um país tropical, cheio de luz e cores da natureza, é preciso sim fazer um manifesto pela cor. Nem vou escrever uma carta aberta de ódio ao caqui e marrom porque não é o foco aqui. Claro que ninguém precisa ser como eu e usar tudo ao mesmo tempo agora em um único look, mas gente, que este post sirva para você que acorda, olha com cobiça para aquele casaco colorido, ou para aquela calça azul clarinha que costuma usar no verão, mas não veste porque acha que não combina com o clima frio. 


Mesmo um look básico pode ter um toque de cor e estampa

É por você que já tem uma sementinha da cor no seu guarda-roupa que pretendo começar meu manifesto pela cor no outono e inverno. Aproveite as imagens deste post para se inspirar e lembre, o dia já está frio, já estamos todos encolhidos, as janelas já estão fechadas, o sol já tem preguiça de aparecer, não precisamos colocar mais um toque funesto neste cenário.



Se o frio na sua cidade estiver tão rigoroso
assim, invista em mega casacos coloridos e
com estampa


Por tudo isso, digo: mais cor nos dias frios, por favor!


Esta é mais um produção original de A Isaura Me Disse! Comunicações. Siga o  A Isaura Me Disse! também pelo Instagram @monciadinahs para mais inspirações coloridas de lookbook ou pelo braço político no Twitter @AIsauraMeDisse.

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